Postado dia 12/07/2023 às 12:07

Tacchini apresenta dados positivos no primeiro Seminário de Desfechos Clínicos

Na última semana de junho, o Hospital Tacchini realizou o primeiro Seminário de Desfechos Clínicos. Cerca de 80 profissionais de saúde participaram do evento que buscou trazer os principais resultados de uma abrangente pesquisa que, desde 2019, avalia a assistência intra-hospitalar e o estado de saúde de pacientes pós alta, incluindo qualquer fator que interfira no tempo ou na qualidade de vida – a partir da percepção do paciente.

Principais dados

Desde 2019, o programa de Desfechos do Hospital Tacchini acompanhou 208 pacientes diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral (AVC) em sua emergência. Desses, 156 (75%) seguem em acompanhamento. Na escala de gravidade, 37% dos pacientes chegam ao Pronto Socorro com gravidade moderada ou grave. Entre os indicadores de qualidade, o padrão ouro de atendimento do protocolo de AVC prevê a administração de medicamentos trombolíticos em até 60 minutos após a chegada do paciente na emergência. Em maio, o Hospital Tacchini registrou o tempo médio de 45 minutos nesse índice.

O seminário revelou ainda que 325 pacientes do Hospital Tacchini, diagnosticados com sepse receberam monitoramento. Destes, 146 seguem em acompanhamento regular no pós-alta em cinco dimensões de qualidade de vida: mobilidade, cuidados pessoais, atividades habituais, dor/mal-estar e ansiedade/depressão. Após 1 ano da alta, 66,67% dos pacientes que passaram pelo Tacchini não tem problemas de mobilidade, percentual relacionado a maior densidade de cuidados após a alta, incluindo todo o processo de reabilitação.

Também foram apresentados os dados referentes ao protocolo gerenciado de atendimento a dor torácica. O indicador ouro deste protocolo tem como meta o atendimento em hemodinâmica em até 90 minutos após a entrada do paciente na emergência. Em maio deste ano, o Hospital Tacchini marcou um tempo de 62 minutos.

Ainda dentro do programa, o Hospital Tacchini acompanha 191 pacientes que passaram por tratamento cirúrgico de osteoartrite/osteoartrose de quadril e joelho, além de 142 que passaram por tratamento de câncer de mama, próstata ou colorretal.

Registro Hospitalar do Câncer

O seminário também trouxe dados sobre o Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do Hospital Tacchini, cujos dados permitem o monitoramento da assistência prestada ao paciente. Dessa forma, é possível acompanhar e avaliar a qualidade do trabalho realizado no hospital, incluindo os resultados no tratamento do câncer.

As bases de dados consolidadas são enviadas para compor a base nacional dos registros hospitalares de câncer, sob a guarda do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Entre 2015 e 2018, o Instituto do Câncer do Hospital Tacchini registrou 5.182 novos casos. Os seis tipos de maior prevalência são pele, mama, próstata, brônquios e pulmões, colorretal, além de colo do útero.

Os registros são diferentes entre homens e mulheres. Para elas, o tipo mais recorrente de câncer é o de mama, seguido pelo de pele e colo de útero. Para eles, os casos mais numerosos são os de pele, seguidos dos casos de câncer de de próstata, enquanto os de brônquios e pulmões aparecem em terceiro lugar.

Cabe ressaltar que durante os 4 anos avaliados, é possível notar um aumento na detecção de diagnósticos de câncer em estágios iniciais, combinado com uma redução da detecção em estágios tardios. O indicador vai ao encontro de uma das metas do Projeto Bento +20, que visa melhorar a qualidade de vida de quem mora em Bento Gonçalves.

Programa de Desfechos Clínicos da ANAHP: o que significa

O Hospital Tacchini é um dos poucos hospitais da Região Sul a participar do Programa de Desfechos Clínicos da ANAHP, que promove o conceito de Saúde Baseada em Valor (VBHC) a partir de uma medida padronizada de informações. Por meio de questionários o hospital mede variáveis que abrangem o perfil clínico e epidemiológico, padrão de diagnóstico e tratamento e, dentro dos desfechos, as informações relacionadas a complicações, estado de saúde físico/emocional e percepção de dor relatado pelo paciente. Informações sobre tratamento e cuidados relacionados nos pós alta, além de dados sobre sobrevida e controle da doença, que também são parte do estudo.

O programa permite a troca de experiências e comparação de dados com referências do setor, como o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hcor e o Hospital Moinhos de Vento. Atualmente, a instituição bento-gonçalvense contribui com dados sobre seis linhas de cuidado: AVC, sepse, osteoartrite e osteoartrose de quadril e joelho, câncer de mama, câncer de próstata e câncer de colorretal.

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